Google+ Followers

Thursday, September 4, 2014

Como é trabalhar na ThoughtWorks

Uma pergunta recorrente que me fazem é:
- E ai, como é trabalhar na ThoughtWorks?

Bom, vou tentar responder isso...

Pra começar é muito diferente de tudo que já vi aqui no Brasil. Nenhuma das empresas pelas quais passei, ou empresas que ouvi amigos próximos falando sobre o dia-a-dia se aproximam do que eu vejo aqui na ThoughtWorks. Isso tanto para bom, quanto para "não tão bom".

A ThoughtWorks te contrata para a Thoughtworks não para um projeto

Isso pra mim é algo muito bom, a maioria das empresas de consultoria no Brasil quando querem te contratar falam algo do tipo: "Temos um projeto em Alphaville com duração de 6 meses e possibilidade de prorrogação..."
Nesse cenário se tem projeto essas empresas contratam como loucas, e quando chega final do ano e os clientes tem um freezee elas demitem! Para em fevereiro do outro ano começarem a contratar de novo. Isso nunca fez sentido para mim.
Na ThoughtWorks, quando você é contratado você vira um ThoughtWorker. Basicamente o que acontece é que a empresa te considera alguém que pode agregar a empresa e te valoriza por isso. Quando você entra na empresa você fica um tempo na praia.

Praia

Quando você entra na ThoughtWorks você passa um tempo apontando hora num projeto chamado Beach (Praia). Praia não é billable. É um tempo para você se adequar a realidade da empresa. Entender como a empresa funciona e ver como as equipes trabalham no dia-a-dia.
Quando acaba um projeto, você volta para a praia. Geralmente tentamos fazer com que ninguém saia de um projeto e já comece em outro sem ter tempo de praia. Na praia você pode fazer tudo aquilo que você tinha vontade de fazer mas não podia por que estava em projeto. Aprender uma linguagem/lib/ferramenta/whatever nova. Contribuir com um projeto open-source. Fazer um curso online. Ou mesmo trabalhar com voluntário em uma ONG parceira.
Só para compartilhar, eu estou na praia atualmente e fiz um curso de estrutura de dados de Berkeley e estudei Docker.

Não tem gente ruim

Isso é diferente de tudo que eu já vi. Geralmente as empresas eram formadas por gente muito boa, gente mais ou menos e gente ruim. Na ThoughtWorks, na minha humilde opinião, não tem gente ruim. Tem gente que ainda não é efetivamente muito boa em alguma coisa, a maioria por falta de experiência, mas vai ser um dia com certeza.
Quando eu entrei na Thoughtworks eu já tinha 8 pra 9 anos de experiência e eu conheci gente com 2 anos de experiência que me colocavam (e colocam eu acredito) no chinelo!!!
Isso faz muita diferença, por que você está sempre aprendendo algo fantástico com seus colegas de trabalho.
Tem um lado não tão bom que é a desconstrução do seu ego. A maioria dos ThoughtWorkers estava acostumado a ser tratado como Rock Star nas outras empresas e quando entra na TW não recebe os mesmos "privilégios" e leva um tempo para se adequar a essa nova realidade.

Modelo horizontal com poucos níveis de Hierarquia

A TW não tem uma hierarquia enorme como as empresas geralmente tem. Entre eu e o Diretor da TW no Brasil deve ter 1 ou 2 níveis.
Algo tipo assim:
Eu(Dev) > Gerente do escritório de São Paulo > Diretor Geral do Brasil.
Na verdade eu tenho até dúvidas se o Gerente do escritório de São Paulo está no meio do caminho :S
Aqui, gerente, é um papel necessário para desenvolver um projeto. Do mesmo modo que precisamos de DEVs, BAs e QAs precisamos de Gerentes também, e os gerentes estão no mesmo nível dos DEVs, BAs, QAs, IMs, etc.
Existem papeis que cuidam de níveis maiores, por exemplo, existe um líder de demanda, existe uma líder de tecnologia. Mas a hierarquia é muito fraca ou quase nula no dia-a-dia.
É muito comum um líder colocar uma opinião em uma lista de discussão interna e alguém discordar na mesma thread.

Todos tem voz

Sim, você pode discordar de algo publicamente sem se preocupar se vai perder
o emprego. Na verdade, discordância ocorre a toda hora. O difícil é achar consenso. Mas tudo é feito no intuito de agregar. Isso é muito bom.

A lista de DEV

Esse ponto é particular para quem for dev. Imagine você ter uma lista de Dev com Paul Hammant, Martin Fowler, Danilo Sato, CV, Jim Highsmith, Badri  e mais um monte de gente no mesmo nível deles. Um ponto interessante é que a lista está sempre olhando o futuro, basta ver o que está rolando na lista que daqui a uns 6 meses muitas daquelas coisas vão ficar famosas.

Justiça Econômica e Social

A TW é baseda em 3 pilares.
O Terceiro Pilar, é o que me faz pensar que a TW pode ser a última empresa da minha vida. Nós não trabalhamos todo dia para um cara ficar rico e ficar andando de Ferrari no final-de-semana. Nos fazemos vários projetos legais ao redor do mundo ajudando a tornar o mundo um lugar melhor. Confesso que quando eu conheci a TW eu quis entrar por causa do lance de excelência técnica, mas foi a Justiça Econômica e Social que me fez querer ficar realmente.

 

Estamos contratando

Bom, agora vem a última parte... estamos contratando.
Atualmente temos vagas para todos os escritórios, mas São Paulo, onde estou atualmente e Belo Horizonte, nosso próximo escritório no Brasil estão bombando. O processo de recrutamento da TW é algo muito enriquecedor, eu considero uma boa participar do processo por que você pode ganhar vários feedbacks legais na pior das hipótese e na melhor pode vir ficar maravilhado como eu estou aqui dentro.

3 comments:

  1. Roger, muito bacana suas considerações.
    Encontrei a empresa por acaso no linkedIn e me apaixonei a primeira vista. Já havia perdido as esperanças de encontrar uma empresa assim na área de tecnologia.
    Estou com entrevista marcada e muito ansiosa!
    =)

    ReplyDelete
  2. Roger, muito bacana suas considerações.
    Encontrei a empresa por acaso no linkedIn e me apaixonei a primeira vista. Já havia perdido as esperanças de encontrar uma empresa assim na área de tecnologia.
    Estou com entrevista marcada e muito ansiosa!
    =)

    ReplyDelete
  3. As pessoas ainda apontam horas em projetos? As estimativas não são em esforço?

    ReplyDelete